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2021: Vacina do Butantan e protagonismo feminino

O ano de 2020 foi um grande desafio para todos nós, foi nele que estivemos na presença de uma ameaça real, invisível e altamente contagiosa. Fomos obrigados a deixar tudo que nos caracteriza como seres sociáveis de lado para enfrentar um isolamento social. Diante deste acontecimento, fora dos nossos padrões de realidade, a única indagação e vontade que tivemos neste ano foi a da existência de uma vacina capaz de nos imunizar dessa doença para minimizar todos os impactos causados por ela.


E no apagar das luzes do ano de 2020, bons ventos trouxeram notícias carregadas de esperança, a descoberta da vacina. Em alguns países a imunização já foi iniciada, nosso país ainda não faz parte desse seleto grupo, mas a nossa vacina já está em fase de conclusão e ela é fruto do estudo de uma instituição brasileira em conjunto com instituições internacionais.


A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a biofarmacêutica Sinovac Life Science tem eficácia de 78% a 100%, atingindo 100% para os casos graves e moderados da doença, ou seja, quem tomar a vacina do Butantan estará com a saúde protegida e terá chances mínimas de agravamento da COVID-19.


Vale ressaltar que além de ser uma instituição nacional e vinculada à Universidade de São Paulo, o corpo científico do Instituto Butantan é 71% composto por mulheres, ou seja, do total de pesquisadores contratados pela instituição, apenas 29% são homens.


Porém, essa realidade não é concreta em todos os espaços do mercado de trabalho, inclusive no próprio instituto, pois nos registros mais antigos é perceptível que esse espaço sempre foi majoritariamente composto por homens. “Se olharmos as fotos antigas dos laboratórios do Butantan, veremos uma maioria de homens e poucas mulheres. Acredito que essa chave tenha virado com o próprio acesso às universidades porque, antigamente, para alguém fazer um curso superior era preciso se deslocar para as cidades grandes ou até mesmo para fora do país e era muito raro mulheres conseguirem fazer isso, ou inclusive serem aceitas socialmente nesses espaços”, disse Ana Marisa Chudzinski, diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Instituto.


“O que conseguimos construir é ainda maior quando consideramos que, apesar dos papéis concebidos socialmente, seja a maternidade, seja como cuidadora de um familiar, nosso papel científico passou a ser reconhecido e nós sempre estivemos na ciência. Andamos com a pesquisa e temos importantes líderes em temáticas e estudos”, concluiu Sandra.


Um viva aos pesquisadores do Instituto Butantan, em especial às mulheres, que mesmo com todos os percalços e desigualdade de gênero, têm mostrado para nós que é preciso estudar e trabalhar como uma garota.

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